segunda-feira, 27 de maio de 2013

NO DIA DA MATA ATLÂNTICA NOSSO DESTAQUE É A FLORESTA COM ARAUCÁRIA

Um importante ecossistema do bioma Mata Atlântica é a Floresta com Araucária. Em Campo Magro se você vive na APA Estadual do Passaúna, vive na Floresta com Araucárias!
Viver na Floresta com Araucária é, sem dúvida alguma, um grande privilégio, mas também, uma enorme responsabilidade. Privilégio porque além de proporcionar um dos visuais mais fantásticos da natureza pela presença do Pinheiro araucária (Araucaria angustifólia), abriga uma rica biodiversidade onde plantas e animais coexistem em harmonia e equilíbrio há milhares de anos. Responsabilidade porque, segundo o professor Carlos Roberto Sanquetta, da UFPR, em nosso Estado o percentual de floresta com araucária existente hoje é de 24% de sua área original, sendo que apenas 13% são de florestas em bom grau de conservação.
Originalmente a Floresta com Araucária ocupava 200.000 Km2, estando presente em 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Também ocorria em maciços descontínuos nas partes mais elavadas das Serras do Mar, Paranapiacaba, Bocaina e Mantiqueira, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e na Argentina.
Hoje, em nosso Estado, seus maiores remanescentes localizam-se na região Centro-Sul, considerado corredor de biodiversidade Araucária por conter áreas contínuas que permitem maior troca genética entre as populações da fauna e flora existentes na região.
O Corredor de Biodiversidade Araucária insere-se na bacia do rio Iguaçu, estendendo-se por 11 municípios: Bituruna, Coronel Domingos Soares, Cruz Machado, Foz do Jordão, General Carneiro, Honório Serpa, Inácio Martins, Mangueirinha, Palmas, Pinhão e Reserva do Iguaçu. É considerado inteiramente prioritário para a conservação, pois possui alguns dos maiores remanescentes de Floresta com Araucária do Estado. Estudos sobre a fauna também o classificam como prioritário para conservação das espécies e comunidades existentes. Destacam-se no Corredor duas Unidades de Conservação estaduais: a Estação Ecológica do Rio dos Touros e o Refúgio de Vida Silvestre do Pinhão.
Existente ainda outros instrumentos criados para proteger a Floresta com Araucária, como por exemplo: a Reserva Biológica das Araucárias, a Reserva Biológica das Perobas, o Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas e o Parque Nacional dos Campos Gerais.
A Reserva Biológica das Araucárias está situada na região dos municípios de Imbituva, Ipiranga e Teixeira Soares. Compreende aproximadamente 15 mil hectares que abrigam espécies ameaçadas de extinção e sítios arqueológicos. Na reserva é possível encontrar o lobo guará (Chrysocyon brachyurus) e o macuquinho-do-brejo (Scytalopus iraiensis), uma pequena ave. Os dois ocupam lugar de destaque na lista de espécies em extinção no Brasil. Em seu interior estão importantes mananciais, além de significativas áreas de várzea, campos úmidos e florestas de galeria. Essa área também é conhecida pelo mosaico que fazem as águas dos rios Tibagi e Imbituvão, que em épocas de cheia extrapolam o curso normal. Apresenta grande possibilidade de conexão com unidades de conservação já existentes, como a Floresta Nacional de Irati.
A Reserva Biológica das Perobas tem 8.176 hectares e abrange os municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte. A unidade conserva as nascentes de dois afluentes do Rio Ivaí, protegendo ainda as últimas parcelas que ainda se encontravam desprotegidas da Floresta Estacional Semidecidual, um dos tipos de formação da Mata Atlântica. Este tipo de floresta atualmente já só pode ser encontrado em parte dos parques nacionais do Iguaçu e da Serra da Bodoquena. A reserva é considerada uma área de transição entre a Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Ombrófila Mista (Araucárias), onde há predomínio de perobas e araucárias, ambas espécies ameaçadas de extinção.
O Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada nos municípios de Palmas e General Carneiro. Tem uma área de 16 582 hectares. Abriga nascentes do Rio Chopim e Iratim, de diversos cursos d’água e banhados e protege espécies animais ameaçados de extinção.
O Parque Nacional dos Campos Gerais tem 21.749 hectares e é caracterizado não só pela presença da araucária, mas também por ter 30% de toda a sua área coberta por campos naturais, outro ecossistema ameaçado. Localiza-se entre: Carambeí, Castro e Ponta Grossa. Protege nascentes de rios importantes como o Tibagi e o Ribeira. Abriga imensas formações rochosas, que impressionam por suas formas em um campo de pradarias verde. Um dos seus mais conhecidos pontos turísticos é a cachoeira Buraco do Padre, tipo de anfiteatro subterrâneo com 30 metros de diâmetro, onde há uma queda d’água com 45 metros. Guarda a memória do tropeirismo, período importante da história regional. Em seu interior, encontram-se, também, pinturas rupestres. Oferece a possibilidade de conexão com unidades de conservação já existentes na região, como o Parque Estadual de Vila Velha e a APA da Escarpa Devoniana.
E o que nós podemos fazer pela proteção da Floresta com Araucária?
• Conhecer e divulgar a importância deste ecossistema; • Adotar práticas de consumo consciente, contribuindo para evitar as Mudanças Climáticas; • Visitar áreas naturais com o devido respeito; • Denunciar crimes ambientais; • Valorizar o artesanato e produtos não-maderáveis; • Participar de campanhas de mobilização pela Floresta e sua biodiversidade; • Consumir moderadamente o Pinhão e no período estabelecido pela lei; • Não adquirir animais silvestres; e • Saber a procedência das plantas para não estabelecer a biopirataria.
Lembre-se este patrimônio natural é de todos. Sejamos responsáveis e nossas ações comprometidas com a PRESERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL em nosso município.
CAMPO MAGRO AGRADECE, NOSSAS GERAÇÕES FUTURAS AGRADECEM!
Não deixe de ler: Série Ecossistemas Paranaenses – FLORESTA COM ARAUCÁRIA http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/cobf/V4_Floresta_com_Araucaria.pdf

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